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Racionalistas Neuróticos
ITA Turma 12-3

segunda-feira, 14 de abril de 2008

ABIOGÊNESE?!??! Quem acredita?

Na filosofia, temos que o Empirismo é o movimento que acredita que o único jeito de formar idéias é através de experiências, ou seja, a comprovação das evidências se baseando nos sentidos.Um de seus defensores era Aristóteles, que no século IV a.C acreditava na existência de certos princípios ativos ou forças vitais no surgimento da vida a partir de substâncias inanimadas. Surgindo assim a teoria da abiogênese ou geração espontânea (crença de que a vida poderia surgir a partir de água, lixo, sujeira e outros restos). Ele concluia isso pela OBSERVAÇÃO, pela IMPRESSÃO que o fenômeno passava, ou seja, os sentidos lhe transmitiam uma realidade que não era condizente com o que realmente ocorria. Esse mesmo engano, também era comum na época que achavam que o Sol girava em torno da Terra porque simplesmente, eles não tinham a SENSAÇÃO de movimento, logo a Terra também estaria parada. São casos como esse que nos levam ao seguinte questionamento: podemos realmente usar as experiências e os sentidos como base de TODO o processo de conhecimento?

Tonalidades (cores)

Imagine que um indivíduo nunca tenha visto uma tonalidade de azul desde que nasceu. Agora imagine que este mesmo indivíduo seja, por ventura, colocado frente a uma imagem de um gradiente de cores de tonalidade azul na qual a tonalidade que ele nunca viu na vida tenha sido omitida (Figura A).


Figura A. Gradiente de cores com tonalidade omitida

Visualize o destaque do pulo de tonalidades a seguir (Figura B):


Figura B. Indicação com segmento omitido

Certamente este indivíduo notará a ausência de uma tonalidade, embora nunca tenha, por seus sentidos, experimentado a visão desta tonalidade. Isso evidencia que os sentidos não são essenciais a compreensão de um determinado fato, já que o indivíduo utilizou unicamente sua razão para inferir a existência de tal tonalidade. De fato, isso ocorre e a imagem com as tonalidades omitidas da figura anterior seria algo como a figura a seguir (Figura C)


Figura C. Gradiente de cores com tonalidade omitida

Aproveitando o ensejo, questiono os empiristas quanto a ocorrência deste fato.

Exemplos que comprovam o racionalismo!

Tendo em vista os seguintes trabalhos e idéias do pensamento ocidental:
-Imperativo categórico: O alemão Immanuel Kant desenvolveu um código de ética baseado simplesmente na razão, explicada na obra Crítica da Razão Prática. Esse código é construído baseado no seguinte postulado: "Aja sempre de modo que o pricípio pelo qual você agiu possa sempre ser tansformado em lei universal". Com este postulado é possível demonstrar vários pricípios de ética aceitos na sociedade, por exemplo que mentir é errado.
-Verdades matemáticas: são sustentadas apenas pela razão e genialidade do matemático sem, a princípio, nenhuma motivação experimental. Por exemplo: Geometria hiperbólica(Nikolai Ivanovich Lobachevsky) e geometria de Riemann.
- As relatividades geral e restrita: Einstein, apoiado na idéia de tomar o eletromagnetismo como verdade em todo referencial inercial, desenvolveu uma teoria sem nenhuma base experimental. Vale ressaltar que até a data da publicação do seu trabalho "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento" (23 de setembro de 1905), ele não teve acesso aos resultados experimentais obitidos na experimento de Michelson e Morley e nem tinha condições de realizar experimentos que comprovassem tais teorias.
Como vocês empiristas explicam que as verdades precisam ser comprovadas experimentalmente?

Bundinha e Light

Erro e seus Danos

O Empirismo tem sua principal base a vivência da experiência para posteriormente aprender com ela e tirar conclusões da mesma, no entanto não se sabe quantas vezes será necessário viver a experiência em questão para algum dia estar preparado para realizá-la com sucesso. É fato que o sucesso pode ocorrer na primeira tentativa, porem esta possibilidade costuma ser remota em experiências inéditas que podem trazer algum real avanço para humanidade, e deste modo o erro tende a se estender por muito tempo.

Por outro lado, o racionalismo, procura unir todo o conhecimento já existente, que possa de algum modo contribuir para o sucesso, e tenta de todas as maneiras possíveis evitar o erro ou ate mesmo reduzir as dimensões das conseqüências caso o erro se concretize para que os envolvidos sofram menos danos.

Então, não seria o Racionalismo muito menos suscetível ao erro e mais cuidadoso com as conseqüências que este pode causar?

Leonel Lima e Marcus Henrique

domingo, 13 de abril de 2008

"Pedras"

Suponha que o homem possuísse um comportamneto exclusivamente empírico,isto é,não tirasse nenhuma conclusão lógica acerca de sua experiência,por exemplo:caso um indivíduo observasse o lançamento de uma pedra,sua postura científica seria apenas a de medir o tempo de vôo dessa pedra e a distância atingida por ela para inúmeros lançamentos,sem supor qualquer lei que regesse esse fenômeno.
Desse modo,caso o homem se deparasse com uma situação inédita suas chances de proceder corretamente seriam mínimas,por exemplo:suponha um alvo cuja distância seja conhecida,mas que no entanto não tenha sido experimentada pelo indivíduo empirista e que ele diponha de apenas uma pedra,suas probabilidade de êxito seria mínima.
Contudo,as pedras com que a humanidade lida, como por exemplo aviões e remédios, dizem respeito a alvos-distâncias a serem percorridas e doenças a serem curadas-que não dão margem ao insucesso.
Como então seria possível cogitar ser o empirismo superior ao racionalismo,uma vez que esse último municia o homem com uma maior acuracidade no lançameto de suas "pedras",ja que, como afirma Pasteur,"o acaso só acomete um espírito preparado"?

Thiago Bronzi e Rodrigo Koch

Conhecimento, absoluto ou relativo?

Para os racionalistas, a única forma de geração do conhecimento seria a reflexão, independente de qualquer experiência já vivida. Ou seja, aquele que é racional considera o conhecimento previamente existente, finito e imutável, assim como Platão também o considerava. Tal existência prévia tanto instiga quanto permite o indivíduo a analisar a realidade sem a influência do empírico. Segundo a ótica de Leibniz, como já nascemos com o conhecimento a nós inato, o processo de aprendizagem é composto de tal forma semelhante a uma “recordação”, em que o simples papel da experiência é despertar esse saber latente. De modo prático, assim que um problema sem explicação surge, o fenômeno é analisado conforme parâmetros lógicos (racionais). Novamente a experimentação tem um papel secundário, já que esta, se possível, é empregada a fim de proporcionar uma comprovação da teoria que soluciona a questão.

Já para os empiristas, o processo de construção do conhecimento é feito a partir da experiência sensorial. Nenhum conceito poderia ser tratado como absoluto, uma vez que o método empírico muitas vezes teria sido capaz de contrapor alguma teoria existente.

Deste modo, voltamos a uma antiga discussão de aula: o conhecimento é absoluto (segundo os racionalistas) ou relativo (segundo os empiristas)?

postado por Juliano & Norton.

Verdades de razão e de fatos

O conhecimento humano compõe-se de verdades que chamamos de razão e outras verdades que chamamos de fato.
As verdades de razão são aquelas que afirmam um ser ou um consistir necessário, enquanto as de fato são aquelas verdades que enunciam um ser ou um consistir contingente. O ser ou o consistir necessário é aquele ser que é aquilo que é, sem que seja possível conceber-se que seja de outra maneira.

Deste modo, o triângulo possui 3 ângulos e é impossível dizer que não tenha; assim todos os pontos da circunferência tem a mesma distância do centro e é impossível conceder que seja diferente. Ao contrário: se dissermos que o calor dilata os corpos, poderia acontecer de não dilatar os corpos. As verdades matemáticas, as verdades de lógica pura, são verdades de razão; as verdades da experiência física são verdades de fato; as verdades históricas são verdades de fato.

Por isso pergunta-se: as verdades de razão podem ser oriundas da experiência?

                                                                              by Rafael Almeida & Tiago Freitas

sábado, 12 de abril de 2008

Se o homem utiliza-se apenas o empirismo para o desenvolvimento da ciência, como poderia o homem ter descoberto varias coisas sobre o átomo já que não temos capacidade para vê-lo ou percebê-lo através de nossos sentidos?


quinta-feira, 10 de abril de 2008

E os números complexos?

Em sala de aula, foi visto um dos principais tópicos comentados por Hume é que o pensamento humano consiste necessariamente de idéias simples, que representam impressões uma vez vivenciadas pelo persante, o que impediria este de imaginar algo totalmente inédito. No entanto, os números complexos não estão presentes na nossa realidade ( por realidade, entenda-se o mundo onde vivemos o nosso cotidiano, e não um sonho ou a matrix; nada de múltiplas realidades). Eles são uma mera abstração, um operador matemático que entre outras finalidades serve para simplificar o cálculo de somatórios. Como os números complexos não correspondem a nenhuma das medidas grandezas do universo, o inventor dos números complexos não poderia ter vivenciado uma impressão relacionada a eles antes de inventá-los. Então como fica o argumento dos empiristas de que nada poderia ser imaginado ser ter sido previamente vivenciado de alguma forma?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Blog criado e personalizado

O blog está criado pessoal. Estou mandando convite para todos poderem postar as questões do debate.